O Brasil e a crise mundial - Dez razes para sermos otimistas
Avaliada pelos últimos indicadores de desempenho econômico e em vista de seu brilhante passado recente, a economia brasileira inspira preocupação. Milhares de profissionais valiosos perderam seu emprego nas indústrias mais dependentes do ambiente externo, como no caso da atividade de mineração.
A inadimplência das famílias atingiu em janeiro desse ano o maior nível desde maio de 2002. A desaceleração do PIB é severa. Parece, portanto, não haver espaço para otimismo. Mas, como o otimismo tem de ser encontrado justamente nesses momentos mais duros, transcrevemos matéria da maior revista semanal de notícias do Brasil – VEJA – que, realisticamente, à luz de fatos e da análise dos principais e mais respeitados economistas, o país deve transpor com razoável desenvoltura o ambiente perverso que a economia mundial está impondo ao mundo globalizado.
A economia brasileira também sofre com a crise. Mas é consenso que o Brasil será um dos países menos afetados. Concordam com esse diagnóstico organizações como o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e a OCDE, a organização econômica dos países ricos.
Anote as dez razões que sustentam com otimismo a possibilidade do Brasil atravessar a crise mundial de 2009 apenas com pequenos arranhões – e com chances significativas de emergir em 2010 com crescimento robusto:
1) Reservas de 200 bilhões de dólares intocadas depois de seis meses de crise;
2) Bancos competentes, regulados, com baixa exposição a riscos e provisionados contra calotes;
3) Ausência de bolhas de crédito e imobiliária, com potencial de crescimento real nesses setores;
4) Mercado interno forte, crescendo em poder de compra e em proporção da população;
5) Matriz energética mais "verde" do mundo, com independência do petróleo importado;
6) Estabilidade política, em que a democracia foi entronizada como patrimônio nacional;
7) Estabilidade econômica e arcabouço regulatório imperfeito mas previsível;
8) Maior exportador de alimentos do mundo, o que garante vendas externas volumosas em qualquer cenário;
9) Mercado externo diversificado, com compradores em todo o mundo e mercadorias de crescente valor agregado;
10) As mesmas projeções que apontam estagnação no mundo projetam crescimento do PIB do Brasil em 2009.
Fonte: Revista VEJA - Edição 2102 - 04 de março de 2009
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